Denim museum of Oakville
Stella Jurgen at the Denim Museum of Oakville

Ganga reinventada

Quando sinto a necessidade de criar algo novo, gosto de me focar em algo velho e reinventá-lo. Durante alguns anos, tenho vindo a reciclar ganga para criar peças de roupa únicas para usar.

Os donativos da minha família inspiraram-me a criar artigos vestíveis que nunca tinha pensado ser capaz de coser. Fiz um casaco, um colete, duas saias, uma mala pequena, dois boleros e um avental. Trabalhar com ganga foi divertido, semelhante a construir um puzzle. Combinado com outros materiais e finalizado com enfeites – o que era velho, é agora novo!

Um dia vi um anúncio na revista Joshua’s Creek Neighbours, a pedir artigos de ganga para serem emprestados a uma exposição comunitária, enviei fotografias das minhas peças e o resto é “história”.

Carolyn Cross, curadora das coleções do Museu de Oakville, e a sua equipa organizaram uma exposição composta por residentes. Esta exposição única intitulada de “From Work Wear to Everywhere” (De roupa de trabalho para todo o lado) teve lugar no Queen Elizabeth Cultural Community Centre, em Oakville e, de Julho a Setembro, a exibição transformou-se na alma da comunidade.

“De risos a lágrimas, amor, trabalho e relações, queríamos saber as histórias de cada peça”, disse Carolyn. “Recolhemos uma variedade de artefactos com grande significado para muitas pessoas e queríamos partilhar as suas histórias com a comunidade”.

Mal sabia eu que as minhas peças tinham um propósito, não apenas para vestir, mas para serem expostas como obras de arte.

O Museu cava até às raízes: Este material forte e de grande duração, com origem no século 15, no porto de Genoa, em Itália, usado maioritariamente para fazer velas. O tecido foi tingido de azul pelo Indigo, negociado com a India. Para a marinha de Genoa, o uso expandiu-se para o vestuário e o tecido foi exportado como “bleu de Genes”, daí as palavras “blue jeans”. Em Nimes, França, foi confecionada uma roupa semelhante, mas mais resistente “Serge de Nimes”, eventualmente a palavra Serge desapareceu e tornou-se o tecido ‘de Nimes’, conhecido como “Denim”.

No século 19, o vestuário de trabalho era criado localmente com denim pelos imigrantes europeus, Jacob Davis e Levi Strauss foram um sucesso no Norte da América. Davis fabricou tendas, cobertores de cavalos e capas para carroças durante a Corrida ao Ouro, no final de 1800. Ele tinha em ideia produzir calças do denim que comprava a Levi Strauss, dono de um negócio de secagem em São Francisco. Tornaram-se sócios em 1873, “os macacões Levi” tornaram-se populares entre os trabalhadores no Oeste. As pessoas chamavam aos macacões “jeans”.

As minhas peças também viajaram por uma boa causa, em Outubro o Museu de Oakville levou a exposição a “Frayed”, um desfile de moda organizado por West da Revista City Magazine para angariar fundos para a ArtHouse a 6 de Outubro no Budd’s Imported Cars Jaguar.

Estou encantada com o denim – nunca imaginei que usar, reutilizar e reinventar fosse tão divertido e que tivesse tanta importância. Talvez devesse reinventar este pensamento.

LETRA: STELLA JURGEN
FOTOS: NORM JURGEN

Denim museum of Oakville
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