DIY Pinterest girls

Fazer nós mesmos

DIY

Então o que se passa?

Com os tapetes de flores e os espelhos de espuma. Estamos entediadas! Quase um ano sem sair de casa realmente irá mudar o que sentes sobre o teu espaço. Eu descobri o meu amor pelo maximalismo e por tudo o que é colorido. As paredes brancas podem ser aperfeiçoadas com uma simples mudança de lençóis de cama – quem diria?! Troquei os meus lençóis e édredon brancos por lençóis verde menta e édredon lavanda. Ao passar tanto tempo em casa, percebi a importância – principalmente para alguém criativo – de amar o espaço onde se está. Nada se compara ao sentimento de estar constantemente energizado pelo que nos rodeia.

Adoro pintar as minhas paredes. Adoro tanto que nos últimos 22 anos, já as pintei 8 vezes. Da última vez foi de branco… em cima do branco pré-existente da vez anterior. Justifico-o ao dizer a mim mesma que estava a aparecer algum do azul de 2014, transformando-o num branco frio, mas talvez quisesse só pintar. Acho que tenho vindo a reduzir um pouco os metros quadrados do meu quarto – se me perguntares, vale a pena! De cor-de-rosa do reino das princesas, a um crescido roxo ameixa de pré-adolescência, aos posters dos one direction de 2013, e agora, a um branco adulto, mas divertido de 20 e tal anos, com um adicionar de cor por todo o lado, eu e o meu quarto estamos num tango que nunca acaba. Um dia odiamos verde e argolas e, no dia seguinte, não nos fartamos! Talvez seja a forma da Gen Z de evidenciar os seus problemas em comprometer-se? Mas não é nada sério, não é crime nenhum gostares de minimalismo na segunda-feira e maximalismo no domingo. Além disso, é aï que surge o nosso querido DIY… porque parece que não conseguimos que a nossa mente se decida, por isso, fazemos o que está a ocupar a nossa mente.

DIY: Do It Yourself (faz tu mesmo). Uma frase tradicionalmente reservada às mães do Pinterest – mulheres com mais de 40 anos que usam o Pinterest para criar ou atualizar qualquer item que tenham por casa – ou qualquer pessoa habilidosa o suficiente para tentar fazer alguma coisa por conta própria.

Em 2021, o DIY tornou-se noutra coisa; É uma medalha de honra para a Gen Z; um rito de passagem. Se estás confuso como é que este fenómeno passou de um hobby ridículo para as mães à espinha dorsal da cultura adolescente; tenho duas palavras para ti; pandemia e TikTok (ou aborrecimento ou curiosidade… escolhe); com o mundo em ruínas e sem vislumbre de esperança, recorremos à única conclusão natural; criar a nossa própria luz. Criar coisas que despertem alegria em momento *que parecem* sombrios. Um ponto de entrada para muitos de nós foi (para o melhor e para o pior) juntarmo-nos ao TikTok, tornando mais fácil. Do que nunca encontrar as nossas comunidades (ou para as nossas comunidades nos encontrarem). Vídeos com o máximo de 60 segundos simplificam demais criações cuidadosamente construídas e agora aparece a pessoa comum com uma pistola de cola quente.

Alguns dos DIY mais famosos, de momento, são anéis grossos, fios para o telemóvel e tudo o que é crochê. Como um dos membros da Geração Z (se é que isso se diz) cedi a todas as tendências e adorei cada minuto. Percebi que é o processo que nos atrai para o DIY. É o tempo passado a criar o objeto e o entusiasmo de ver tudo a ganhar forma que te faz apaixonar. Sim, ter um anel feito artesanalmente no final é ótimo, mas a nossa afinidade com a cultura DIY estende-se além do item. Por ser um fã fiel do Pinterest e fã de longa data das The Sorry Girls (DIY original de Toronto), a reintrodução da cultura DIY foi natural e há muito esperada. DIY deixa de ser foleiro e passa a ser cool, útil e talvez ainda um pouco foleiro (mas agora foleiro é tendência), alguns dos maiores projetos do último ano são o espelho de espuma, a mesa de azulejos e o ICÓNICO tapete de flores.

Onde é que os TikTokers arranjam isto? É simples, na verdade. Designers. Mas, os designers já não são figuras inalcançáveis cujo trabalho está ao alcance de quem tem uma carteira que os pode suportar. Estão no Instagram e TikTok. Toda a gente está; a passerelle, revistas, casas – está tudo em exposição e para um certo grupo, está lá para ser levado.

Em 2021, para muitos designers, isto é tanto uma bênção como uma maldição, A plataforma que os ajuda a popularizar as suas criações é a plataforma que promove enganos e detrai o original. Só é preciso que a pessoa certa veja ou use um item e, de repente, torna-se viral – vira o jogo para qualquer pessoa que crie alguma coisa. Eu descobri algumas das minhas peças mais estimadas, do outro lado do mundo, através do Instagram, fazendo com que o meu guarda-roupa seja mais viajado que eu (especialmente agora!). Contudo, com este acesso, vêm replicas inevitáveis. Os maiores culpados são grandes marcas, corporações de fast fashion que acolhem absolutamente qualquer coisa considerada na moda e isso é uma TRETA. Agora também tens a rapariga comum a aprender a fazer croché de uma camisola para não ter de dar $230 pela peça original. Para MIM, isto é inofensivo e não é considerada uma quebra na etiqueta DIY – lembra-te que eu não sou a dona de uma pequena empresa cuja vida depende dessas vendas. O que é errado é copiarem o design na totalidade e decidir vender mais barato. O revendedor está a lucrar com ideias roubadas e apresentando-as como suas. Isso empurra os projetos para o mainstream, diluindo-os e sujeitando-os a mais roubos, já que a procura aumentou, sendo que a preocupação dos consumidores é apenas o preço mais barato. De novo, é aqui que entra o TikTok. Os vídeos podem viralizar da noite para o dia, o que significa que o “DIY Resign Rign Tutorial” que publicaste inspirado em pequenos negócios, agora tem 1.8 milhões de visualizações e 1.8 milhões de pessoas perceberam que não precisam de apoiar esse designer! Acho que se pode considerar esta uma área cinzenta na cultural DIY já que a maioria não faz tutoriais com a intenção de ajudar a construir um negócio a partir daí. Então qual a solução para isto? Sinceramente, não sei… existe solução? Isto é algo que alguma vez vai deixar de acontecer? O que sei é que continuo a fazer DIY para mim e a retirar inspiração dos meus designers favoritos. Talvez o truque seja não focar na imitação, mas rivalizar. Acho que acabei de resolver todos os problemas do mundo com isto! Estou a brincar, mas percebes a ideia, inspiração; boa imitação; não muito!

Então, o que estás a perder? Bem, se fores como eu, a resposta é “Oh, fui eu que fiz”. Para qual a resposta é a seguinte; “OMG que fixe!” “Podes fazer-me um?” “Wow, quanto tempo demoraste?” A resposta certa para as questões acima é “Obrigada! Inspirei-me no/a!” Aposto que viste que seria isso depois de tudo o que aprendemos! A cultura DIY baseia-se em divertirmo-nos e experimentar! Trata-se de fazeres coisas por ti! É a melhor forma e a mais recente para uma gratificação instantânea, PROMETO! Quem precisa de likes no Instagram quando podes ter validação das tuas habilidades de tricô?! E, com os DIY estás no controlo da sua completação; não precisas de verificar as informações de envio nove vezes por dia. Realmente faz juz ao entusiasmo!

Adeus amigos! Espero que tenhas aprendido uma coisa ou duas e que acabes de ler esta revista com uma comichão que só o DIY pode coçar. Ou (no mínimo) que tenhas gostado do tempo que passaste a ler isto! Sinto que preciso de despedir-me revelando a próxima grande tendência, mas tal como disse antes, não prevejo tendências. CONTUDO, normalmente estou bastante à frente no jogo! As minhas paredes eram brancas há 22 anos atrás… antes de ser cool! O meu último conselho; pinta as tuas paredes, põe azulejos nas mesas, põe espuma nos espelhos, dobra as velas adiciona missangas a coisas com os teus amigos! Porque quem quer saber! Nada importa e tudo é melhor quando podes dizer que foste tu que fizeste (mesmo que seja um bocadinho feio!).

*TikToker
Alguém que faz scroll pelo TikTok (ou vê o TikTok a fazer scroll por eles). Alguém que insiste que te vai mostrar apenas um vídeo, até que passados 60 minutos percebe que foram mais alguns do que o prometido. Alguém que desapareceu nos últimos 12 meses até ressurgir com uma nova energia em todas as plataformas sociais, usando baby tees, baldes e jeans de cintura baixa. Quando leres isto, já devem ter passado para a fase seguinte nas crónicas da moda, por isso, não esperes para receber essa ordem de deposito.

Antes de me despedir, achei que deveria deixar-te alguns DIY… estão aqui alguns dos meus favoritos para começares. 

ANÉIS DE ARGILA:
O QUE PRECISAS: ARGILA DE POLÍMERO (ARGILA PARA ASSAR NO FORNO), TALVEZ, SE ESTIVERES A SENTIR-TE COM CORAGEM, MISSANGAS OU STRASS E 15 MINUTOS (TALVEZ SELANTE DE POLÍMERO TAMBÉM, SE QUISERES TER A CERTEZA DE QUE AS PEÇAS NÃO RACHAM) COMO: DIVERTE-TE! ESTENDE A ARGILA E MEDE ATÉ AOS DEDOS, FAZ UMA FORMA ENGRAÇADA E ADICIONA ALGUMAS MISSANGAS DIVERTIDAS! ASSA E ADICIONA UMA CAMADA DE ACABAMENTO E ESTARÁS OFICIALMENTE NA MODA!

TAPETE DE FLORES:
*ESTE MÉTODO É EXTREMAMENTE LENTO, EXPERIMENTA AO TEU PRÓPRIO RISCO. O QUE PRECISAS: LATCH HOOK, TELA DE TAPETE, 2 CORES DE FIO DE ACRÍLICO, TESOURA E TEMPO COMO: ESBOÇA O TEU DESIGN NA TELA DO TAPETE, CORTA O FIO NO COMPRIMENTO DESEJADO (POR FAVOR, ASSISTE A UM VÍDEO DO YOUTUBE SOBRE A MELHOR MANEIRA DE FAZER ISTO) E COMEÇA A ENGANCHAR E TRAVAR! EMBORA ESSE MÉTODO LEVE UMA ETERNIDADE, FUNCIONA MUITO BEM E É PERFEITO PARA AQUELES DE NÓS QUE NÃO POSSUEM UMA ARMA DE TUFOS DE TAPETE!

TEXT0: EMILY GILMORE
TRADUÇÃO: INÊS CARPINTEIRO
FOTOS: NOAH GANHÃO
DIY-ERS EMILY GILMORE & MONIQUE ERMES

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