Portrait of man standing in grass. PEI

Boas maçãs

Retrato

Geraldine, Kay, Reggie, Hilda, Cyril, Pius (pictured above), Lenus, Alice, Monica, Bertha, Leona, Audrey, Pauline, Esther, Patrick, Lawrence, Clarence, Marilyn, Philip and Lorraine. 20 nomes para 20 crianças! A número oito é a minha avó, Alice. Nasceu e foi criada numa terra pequena, numa província ainda mais pequena, PEI. Ela tem um sorriso bondoso, uma personalidade de quem faz tudo por ti e é uma mulher de fazer tudo ela própria. A minha avó é, sem dúvida, uma das minhas pessoas favoritas no mundo. Tem várias peculiaridades; sendo as minhas favoritas a sua pronúncia da letra “H” *hyach* e a forma como completa todas as tarefas como se estivesse com pressa (exceto conduzir!).

Eu costumava pensar que a bondade da minha avó era uma característica exclusivamente dela, principalmente devido à sua irmã, Monica (#9) – de quem também sou próxima – é o tipo de mulher que não atura tretas. Para que conste, a Monica é muito bondosa, apenas tem uma ousadia divertida! Durante muito tempo, não pensei muito nos irmãos da minha avó lá da terra. Só conhecia histórias antigas pelo telefone. Não era por falta de interesse da minha parte – eu implorava-lhe que me levasse no verão, mas parece que nunca conseguíamos acertar datas. Não foi até ao meu 21º aniversário que tive o prazer de realmente conhecer o resto da família.

Os meus pais, o meu irmão mais velho, o meu namorado (olá Noah) e eu, conduzimos até PEI. Tive o prazer de conhecer Geraldine, Kay, Cyril, Pius, Bertha, Leona, Patrick, Lawrence, Clarence, Marilyn e Philip; onze das boas maçãs. Cada um com qualidades que se destacam, como o jeito para o artesanato de Cyril, a inteligência de Pius ou o humor de Lawrence. Cada um deles relembra-me ela. Não sei se é da forma como foram criados ou da ilha em si, mas cada um dos irmãos da minha avó carrega a mesma bondade e compaixão. O que torna ainda mais difícil lidar com a ideia de os conhecer tão tarde na minha vida – eu poderia ter tido mais avós ESTE TEMPO TODO! Mais vale tarde que nunca. Uma expressão que me vem sempre à cabeça quando penso na minha visita à terra. É uma loucura pensar em todos aqueles anos em que eu passei apenas como uma fotografia num frigorifico e nos anos em que eles eram apenas nomes e números para mim. Separados durante 21 anos e uma semana juntos pode mudar tudo. Marilyn, número 18, parece0me familiar e carinhosa, especialmente ela relembra-me a minha avó, só um pouco mais audaz! E Lawrence, número 16, pode tornar má uma coisa boa e tornar melhor uma coisa má. Dói tê-lo por perto, normalmente de tanto rir.

Apesar de não ter tido a sorte de conhecer os meus bisavós, sinto que os conheço. Gosto de pensar que tanto a minha avó como os irmãos carregam pedaços dos meus bisavós na sua personalidade. E para meu bem, espero que a maçã não caia longe da árvore.   

WORDS: EMILY GILMORE
PHOTOS: NOAH GANHÃO

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